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Os melhores do jazz segundo a Downbeat

O resultado da eleição dos "melhores do ano", por mais de 100 críticos do mundo todo reunidos pela Down Beat, é publicado nas edições de agosto da referencial revista de "jazz, blues and beyond". Os votantes levam em conta as atuações e discos de músicos e conjuntos num ano-base que vai de junho a junho.

A grande vencedora foi Maria Schneider

05/08/2005 - Luiz Orlando Carneiro

Os principais vencedores do 53º referendo da DB são, praticamente, os mesmos dos quatro anos anteriores: o reverenciado baxista e compositor Dave Holland é o jazzman do ano, como foi em 2004 e 2002; a big band preferida é a liderada por ele, já distinguida em 2003, quando do lançamento do primeiro CD da orquestra (What goes around); Dave Douglas continua imbatível entre os trompetistas, desde 2001, bem como o pianista Keith Jarrett, o baterista Roy Haynes e o trombonista Steve Turre, em suas categorias. Os saxofonistas Joe Lovano (tenor) e Lee Konitz (alto) mantêm-se no topo de seus pódios desde 2003 e 2002, respectivamente.

Como se vê, a maioria dos críticos de confiança da DB é conservadora. Prefere não se arriscar muito fora da "zona de conforto" estabelecida pelos músicos de reputação bem-consolidada. Contudo, esses críticos renderam-se, finalmente, à arte da compositora e band leader Maria Schneider, 44 anos, que vinha ocupando, desde 2001, apenas o trono reservado ao melhor arranger (arranjador ou arranjadora).

Desta vez La Schneider chegou na frente de Dave Douglas e Wayne Shorter na lista dos compositores, e seu Concert in the garden (www.artistshare.com) foi eleito o melhor disco de jazz. O magnífico álbum de Maria já levara o Grammy (melhor cd de big band), em fevereiro, e o obelisco da Jazz Journalists Association (JJA), em junho. A JJA (com cerca de 400 associados) concedera ainda à jazzwoman os prêmios destinados aos melhores compositor(a), arranjador(a) e conjunto orquestral.

Até o ano passado, a eleição anual dos críticos da DB destacava os "talentos merecedores de reconhecimento mais amplo". A expressão foi modificada para rising star (estrela em ascensão), e Jason Moran foi o mais votado como tal em nada menos de quatro categorias: artista do ano, pianista, compositor e líder de pequeno conjunto (o trio Bandwagon).

Na verdade, Moran era rising star do piano - com seu estilo vertiginoso e assimétrico, à frente do hiperativo trio integrado por Tarus Mateen (baixo elétrico) e Nasheet Waits (bateria) - em 2003, quando se apresentou no 4º Chivas Jazz Festival, dividindo as platéias do Rio e de São Paulo entre os entusiasmados e os perplexos. Seu disco mais recente, Same mother (Blue Note 71780), gravado em fevereiro, é ainda mais polêmico do que os anteriores, com a adição ao trio do guitarrista Marvin Sewell - músico de mente futurista como a do pianista e de pés plantados no chão dos blues.

Moran já é uma estrela de primeira grandeza no céu do jazz - "um pianista cuja mão esquerda gutbucket (propositalmente primitiva) golpeia sua abstrata mão direita, como se a música estivesse em disputa entre instinto e pensamento, entre amante e esposa, entre bar e sala de aula" (Geoffrey Himes, na Jazz Times de março).

O sax tenor Chris Potter, 34 anos, principal solista do quinteto e da banda de Dave Holland, ganhou mais uma vez o título de rising star na sua classe. Potter é um dos músicos mais respeitados de Nova York, desde que deixou de ser uma grande promessa, em 1996, quando gravou Moving in (Concord 4723), em quarteto com Brad Mehldau (piano), Larry Grenadier (baixo) e Billy Hart (bateria).

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