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Novos Nomes do Jazz

Mauro Naoum em oportuno artigo para o site CJUB, lista com critério, vários nomes da nova safra do jazz americano, da qual escolhemos Olstead, Lage, Eigisti e Zenón.

De cima para baixo: Renee Olstead, Julian Lage, Taylor Eigisti e Miguel Zenón.

15/11/2005 - Mauro Naoum, para o site CJUB, em 03/11/2005.

Renee Olstead

Sua música é interpretada com toda aquela qualidade, lustro e beleza que já ressoaram nos repertórios de todas, de Billie Holiday a Judy Garland. Mais simplesmente, tem de ter uma baita confiança, para não dizer coragem, para pegar os clássicos e fazê-los soar como se fossem seus. Agora, imaginem isso tudo na idade de quinze anos.

A jovem Olstead parece conquistar os corações e virar as cabeças de todos cada vez que empunha um microfone, onde quer que seja. O que no início parece apenas uma voz madura numa adolescente, em pouco tempo se transforma num perfeito delírio diante da arte finamente destilada, e por toda a sua sensibilidade. Algo que talvez possa ser creditado ao fato de ter iniciado sua carreira aos cinco anos de idade, cantando junto ao rádio e sem ter tido nenhuma educação musical.

Dona de grande desembaraço cênico, Renee participou de alguns grandes filmes e co-estrela uma série na TV que vai para a terceira temporada. Renee lançou o CD que carrega seu nome em abril de 2004. É uma bela promessa de cantora, a ser acompanhada de perto.

Julian Lage

Começou a tocar aos cinco anos, tendendo para o blues. Quando foi para o Conservatório de Música de San Francisco, foi jogado no poço profundo da música clássica e então introduzido à liberdade do jazz. Depois de passar pela Sonoma State University, Lage foi aluno do Ali Akbar College of Music e da Berklee College of Music, em Boston, numa carreira de aprendizado que poucos músicos podem ostentar.

Seu primeiro trabalho foi acompanhando o vibrafonista Gary Burton em seu disco Generations, lançado em abril de 2004, onde são interpretados três temas de sua autoria, junto a outros de Oscar Peterson, Steve Swallow, Carla Bley e Pat Metheny. Compor tem sido o foco de Julian nos últimos anos, e ele costuma testar suas músicas com um trio ou quarteto que escolhe para isso, mas acha que vê-las interpretadas pelo quinteto de Gary Burton levou seu trabalho e musicalidade a um outro nível.

Corajoso, Julian sempre se desafia quando toca, buscando inspiração nas dificuldades a que se impõe. A despeito do arsenal de manobras proporcionadas pela dexteridade de ter cursado exaustivamente os "standards", Lage prefere deixar a coisa correr frouxa e aberta para sentir-se confortável com qualquer rumo que os improvisos tomem em sua cabeça. Aos 17 anos, Julian é considerado um guitarrista maduro. Sua carreira deve ser profícua.

Taylor Eigisti

Começou a tocar aos 4 anos e estreou profissionalmente aos 8, quando foi convidado para abrir uma apresentação do pianista David Benoit. Desde então vem recebendo ótimas críticas por sua proficiência técnica e seu estilo maduro e intuitivo de tocar. Já se apresentou com Dave Brubeck, James Moody, Ernestine Anderson, Bobby Hutchinson, Bill Watrous, Kevin Mahogany, Alan Broadbent, Lewis Nash, Rufus Reid, Ira Sullivan e Diane Schuur, dentre uma grande quantidade de músicos do primeiro time do jazz, embora não se limite a isso. Já tocou temas clássicos para e com Sylvia McNair e Frederica von Stade, e inúmeras grandes sinfonias.

Seu último cd em trio, lançado em agosto de 2003, Resonance, com o baixista John Shifflett e o baterista Jason Lewis (que parecem ter-se especializado em acompanhar aos fenômenos emergentes) recebeu 4 estrelas dos críticos da DownBeat, do All Music Guide, da Jazz Connection, entre outros especializados. Como líder, lançou também Tay's Groove, em 2000, o ao vivo Live At Filoli em 2001 e Taylor's Dream naquele mesmo ano e ultimamente vem se apresentando com o guitarrista Julian Lage.

Miguel Zenón

Em sua curta mas prestigiosa carreira, o saxofonista Zenón tocou ou gravou com uma infinidade de grupos de todos os tipos, incluindo: David Sanchez, Danilo Perez, William Cepeda's Afrorican Jazz, Bob Moses' Mozamba, The Either / Orchestra, The Village Vanguard Orchestra, The Guillermo Klein Big Band, The Mingus Big Band, Charlie Haden, The David Murray Big Band, The Jason Lindner Big Band, Brian Lynch, Greg Tardy, Branford Marsalis, Ray Barretto, Michele Rosewoman e Ed Simon.

Já lançou 2 cd's como líder, Looking Forward, em 2002 e Ceremonial em 2004, este pelo selo Marsalis Music, tendo sido um dos primeiros a assinar como estrela da nova "griffe" de Branford. Miguel ganhou o topo da lista da DownBeat em 2004, para a categoria "Sax Alto Merecedor de Maior Reconhecimento".
Desde a primavera de 2004, faz parte do projeto "SFJazzCollective", na companhia de ninguém menos do que Joshua Redman, Nicholas Payton, Reene Rosnes, Robert Hurst, Brian Blade, Josh Roseman and Bobby Hutcherson.

O projeto se iniciou focado no ensino na área de São Francisco e então viajou pela California toda antes de gravar um CD ao vivo que inclui uma composição de cada membro da banda além de algumas outras de Ornette Coleman. Vão voltar a se reunir em 200r, para repetir a dose. Em 2005, Miguel Zenón lançou seu segundo cd pela Marsalis Music, chamado Jibaro.

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