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Sugestões para Agosto

Para o mês de agosto, a editoria do Clube de Jazz, selecionou obras de peso, seja em duos de voz e violão, seja de grandes instrumentistas do jazz brasileiro e internacional.

Arismar do Espírito Santo & Jane Duboc, Joyce & Toninho Horta, Laércio de Freitas, Dom Salvador, Hamilton de Holanda, Joshua Redman e Gonzalo Rubalcaba & Francisco Cespedes

31/07/2007 - Wilson Garzon

Jane Duboc e Arismar do Espírito Santo - Uma Porção de Marias
A idéia nem é original. Mas o encontro musical de Jane Duboc e Arismar Espírito Santo tem um frescor tão gostoso que renova grandes clássicos da música brasileira. Segundo trabalho deles, que são amigos há mais de 20 anos, homenageia as mulheres da música brasileira. O lançamento da Biscoito Fino traz damas de Ary, de Noel, de Caymmi e de Vinicius entre outras. Uma grande cantora, um músico de talento inquestionável e canções consagradas que não deixam dúvidas sobre a qualidade. A equação parece perfeita, mas na prática nem sempre funciona. E Jane Duboc sabe disso, muitas vezes sua belíssima voz foi desperdiçada em projetos mal sucedidos. Mas aqui, no 22º trabalho de sua discografia, Jane encontra seu momento de brilho maior. Dominando o balanço do samba jazz, a cantora alcança sua plenitude em sintonia com o violão de Arismar. (Beto Feitosa, Ziriguidum, 11/7/2007)
Com uma liberdade e um balanço inspirados na tradição do jazz -guardadas as proporções, o disco evoca os de Ella Fitzgerald com Joe Pass-, Jane Duboc e o violonista e baixista Arismar do Espírito Santo interpretam clássicos nacionais em que as mulheres são as protagonistas. "Maria", "Marina", "Rosa Morena", "Doralice", "Maria Moita" e as pré-feministas "Emília" e "Ai que Saudades da Amélia" estão no repertório, tratado com uma heterodoxia que passa longe do desrespeito e, em geral, perto do prazer. Em alguns trechos, os scats (improvisações vocais) ficam excessivos. É discreta e belíssima a versão de "Último Desejo", e fortemente suingante a de "Adeus América". (Luiz Fernando Vianna, Folha de S. Paulo, 20/7/2007)

Joyce e Toninho Horta – Sem Você
Gravado para o mercado japonês e lançado por lá em 1995, o álbum Sem você junta Joyce e Toninho Horta em cima da obra de Tom Jobim. Artigo de colecionador nesses doze anos, o álbum ganha uma edição comercial no Brasil, editado pela Biscoito Fino. O CD nasceu por acaso no meio de uma temporada de shows que os dois estavam fazendo no Blue Note, em Tókio. Em um set os músicos saiam do palco e ficavam apenas Joyce e Toninho Horta em números voz e violão. A maior parte do repertório escolhido pela dupla para esse momento intimista era de composições de Tom Jobim. Ideal para um CD em homenagem ao compositor, idéia posta em prática em apenas uma noite. Era o que a agenda da dupla permitia. (Beto Feitosa, Ziriguidum, 4/7/2007)

Laércio de Freitas Homenageia Jacob do Bandolim
No próximo dia 13 de agosto completam-se 38 anos da morte de Jacob Pick Bittencourt, considerado, com justiça, um dos maiores instrumentistas da história da música brasileira.
Mas se justiça se faz quanto ao que Jacob representa ainda para o Bandolim que virou seu sobrenome, o mesmo não parece acontecer em relação ao Jacob compositor, como se o fato de ele ter sido um extraordinário instrumentista, que generosamente gravava músicas de outros compositores, tenha acabado por deixar em segundo plano sua inestimável obra como criador de choros, valsas, sambas e frevos. (Maria Luiza Kfouri, Music News, 26/7/2007)

A volta de Dom Salvador ao mercado brasileiro
Radicado em Nova York (EUA) desde 1973, o pianista paulista Dom Salvador voltou, enfim, ao mercado fonográfico brasileiro. Editado pela Biscoito Fino, Dom Salvador Trio é seu primeiro disco no Brasil em 36 anos (o último - Som, Sangue e Raça - foi gravado com o grupo Abolição em 1971). Para fazer o CD, gravado em dois dias, 8 e 9 de janeiro de 2007, no Rio de Janeiro, Salvador remontou o trio que agitava o Beco das Garrafas e outros templos do samba-jazz na década de 60. O posto de baixista continua com Sérgio Barrozo. Já a bateria - originalmente, a cargo do virtuoso Édison Machado, morto em 1990 - ficou com Duduka da Fonseca, também radicado nos EUA como Salvador. No repertório, há 12 temas inéditos do pianista tocados num estilo que o próprio Dom Salvador define como 'afro-jazz brasileiro'. Entre as músicas, Elis, Pro Maurício, East River Blues, Antes da Chuva, High Energy, Um Passeio no Horto Florestal, Maninha Rosa e Last Day of Forever. (Mauro Ferreira, Blog Notas Musicais, 9/7/2007)

Hamilton de Holanda - Íntimo
Com seu bandolim de dez cordas ligado na tomada e seus passeios por vários gêneros, o músico Hamilton de Holanda tem feito a sua parte na busca de dessacralizar o choro, um meio repleto de puristas. Mas, neste "Íntimo", gravado em quartos de hotel pelo mundo com a ajuda de um laptop, o objetivo é simplesmente tocar sozinho temas próprios ou clássicos da música brasileira, como "Feitiço da Vila", "Chão de Estrelas", "As Rosas Não Falam", "Luiza" e "Beatriz". O álbum mostra como Holanda, que mui- tas vezes exagera em seus solos, pode ser econômico e delicado quando quer. É a boa música sem firulas. Para relaxar e... se emocionar. (Luiz Fernando Vianna, Folha de S. Paulo, 6/7/2007)

Joshua Redman - Back East
Joshua gravou discos na linha da mainstream pós-moderna para a Warner, entre 1998-2001 (Timeless Tales, Passage of Time). Mas resolveu atrair um público mais elástico, plugado nos macetes eletrônicos e no back beat. Sua Elastic Band – com o pianista Sam Yahel desdobrando-se no Fender Rhodes e em sintetizadores diversos – produziu dois álbuns bem comerciais: Elastic (Warner 2002) e Momentum (Nonesuch 2005). O Back East do título do novo cd do filho de Dewey Redman (que faz seu derradeiro registro em duas faixas – GJ, de sua autoria e India, de Coltrane) não se refere apenas à sua volta ao espírito de New York. East of the Sun e Zarafah têm concepções modais bem orientais. Joe Lovano (sax-tenor) e Chris Cheek (sax-soprano) são convidados ilustres em Indian Song (de Wayne Shorter) e Mantra #5 (de Joshua), respectivamente. (Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil, 22/06/2007)

Lendário Bola de Nieve recebe homenagem delicada
Cada vez mais freqüentes no mercado musical, os tributos nem sempre tratam com o devido cuidado as obras dos supostos homenageados. Esse não é o caso de "Con el Permiso de Bola", álbum que o cantor Francisco "Pancho" Céspedes e o pianista Gonzalo Rubalcaba, ambos cubanos, dedicam a Ignacio Villa (1911-1971), o lendário Bola de Nieve. Uma das figuras mais cultuadas na história da música popular de Cuba, esse cantor, pianista e compositor foi um dos precursores do "feeling" (sentimento, em inglês), movimento que modernizou a canção cubana, a partir dos anos 40, sob influência direta da música norte-americana. Homossexual, gorducho e negro (vem daí seu apelido irônico), Bola de Nieve enfrentou muitos preconceitos. Percorreu o mundo, cantando suas tristezas e dores amorosas em cassinos e cabarés, como se cada apresentação fosse a última. Seu estilo dramático lembrava o dos "chansoniers" franceses. (Carlos Calado, Folha de S. Paulo, 3/7/2007)

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