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Dicionário

O verbetes, em sua grande maioria foram retirados em dois livros de jazz: "O jazz" de Joachim Berendt (Ed. Perspectiva, 1976) e "As obras-Primas do Jazz" de Luiz Orlando Carneiro (Ed. Jorge Zahar, 1986).

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Scat
Improvisação vocal em que as palavras (letras das músicas) são substituídas por um silabar onomatopaico, com uso arbitrário de vogais de efeito puramente sonoro (ba da bu dé du da etc.). Louis Armstrong foi o primeiro a fazer uso do scat. Ella Fitzgerald é a grande mestre do scat-vocal. No período do bebop ele era chamado também de bop vocal.(JB)
Section
Grupo instrumental que forma um naipe. Uma big band é formada de vários naipes: o dos pistões, dos trombones e dos saxofones. A rhythm section é composta de instrumentos diferentes (piano, guitarra, baixo, bateria e demais instrumentos de percussão). Esse grupo é çhamado de naipe - em português mas simplesmente de "seção rítmica", "base" ou, na gíria profissional, de "cozinha".(JB)
Shout
Tipo de "chamada" melódica bem ritmada da pré-história do jazz. Estágio anterior do blues.(JB)
Shouter
Tem mais a ver com o blues moderno do que com o shout da pré-história do jazz. Um blues shouter autêntico e expressivo é o vocalista de blues Joe Turner, por exemplo.(JB)
Sideman
Membro de um conjunto ou orquestra que não é o líder. (LOC)
Single Note
Tipo de improvisação feita por pianistas ou guitarristas na qual tocam uma só nota por vez sem fazer uso de acordes.(JB)
Sistema Lídico
Esse sistema foi criado e desenvolvido por George RusselL e se baseia na horizontalidade de diversas escalas e não na verticalidade dos acordes da harmonia tradicional. Possui um íntimo parentesco com o sistema modal grego e medieval (pré-tonal, portanto), nos quais havia várias escalas básicas (modos) ao invés de funções harmônicas (tônica, dominante, subdominante). O sistema lídico foi precursor da improvisação linear do free-iazz a qual é completamente desligada de encadeamentos harmônicos tonais. Lídio é um modo grego.(JB)
Soul
Gospel profano. Muito próximo ao blues e o mais forte elemento da música popular negra contemporânea.(JB)
Sound
Literalmente: som. Essa palavra é usada hoje em dia - em inglês e em outros idiomas - quase como um sinônimo de timbre, o qual identifica a "cor sonora" de determinado solista ou grupo instrumental.(JB)
Spiritual (song)
Este termo genérico designa vários tipos de composições poético-musícais afro-norte-americanas de caráter religioso: toda uma família de gêneros musicais sacros nos quais podem e devem distinguir-se demandas e motivações culturais muito variadas, fases e momentos históricos sucessivos, atitudes estilísticas e orientações estéticas inclusive contraditórias, funções sociais com freqüência opostas. Apesar de tudo isto, não existe canto religioso negro-norte-americano que não exalte a liberação dos negros como conseqüência estrutural da revelação divina. O termo spiritual adquiriu um caráter fortemente negro apenas no final do século XIX, pois antes disso referia-se aos cantos sacros dos colonos metodistas da Nova Inglaterra.
Standard
Tema originalmente popular que passa a integrar o repertório dos músicos de jazz (“The Man I Love”, “Indiana”), ou tema jazzístico que passa a ser um clássico do estilo ("Night in Tunisia" é um standard do bop). (LOC)
Street Parade
Tema originalmente popular que passa a integrar o repertório dos músicos de jazz (The Man I Love', 'Indiana'), ou tema jazzístico que passa a ser um clássico do estilo )"Night o Tunisia" é um standard do bop. (LOC)
Stride
Estilo de piano típico do Harlem dos anos 20 e 30 caracterizado pela marcação da mão esquerda tocando uma nota no primeiro e no terceiro beats, e um acorde de três ou quatro notas no segundo e quarto tempos. James P. Johnson (1891-1955) e Fats Waller (1904-1943) foram seus cultores mais importantes. (LOC)
Soul
Gospel profano. Muito próximo ao blues e o mais forte elemento da música popular negra contemporânea.(JB)
Stomp
Tema tocado e improvisado em um tempo bem marcado. (LOC)
Stop Time
Ritmo descontinuo, em que se toca, apenas, o primeiro de dois compassos. (LOC)
Swing
O termo, que em inglês significa balanço e oscilação, é utilizado no jazz com duas acepções completamente diferentes. No sentido técnico, e utilizando normalmente a inicial maiúscula, a palavra foi objeto, no passado, de vivas disputas, até fazer coincidir seu conceito com uma espécie de essência indescritível e de fator diferencial fundamental do jazz, que engloba suas características imprescindíveis e insubstituíveis. Os estudiosos mais modernos preferem defini-lo como um dinamismo especifico produzido por vários elementos, como o deslocamento insólito dos acentos nos tempos fracos do compasso, a pulsação rítmica muito marcada, a superposição de diferentes planos rítmicos, o ataque decidido (hot) das notas e a execução melódica flexível e liberada de todo o rigor, porém marcada pela pulsação regular dos compassos.
Swing
A palavra "swing" tem nos Estados Unidos e internacionalmente, dois significados. Um deles se refere ao estilo do jazz dos anos 30 e o outro é empregado como sinônimo de "balanço", "bossa", fluência e naturalidade no canto ou no toque instrumental (aquele pianista tem muito "swing"). Neste seu segundo significado essa expressão é conhecida e muito usada no Brasil, sobretudo nos meios musicais. Por essa razão ela será aportuguesada todas as vezes que for usada nesse sentido.

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