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Bebop 1940

Três gigantes...

Charlie Parker

Três grandes gigantes dominaram a cena na era bop (1945-49) e modificaram o jazz para sempre: Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Bud Powell. O altoísta Charlie "Bird" Parker, que ganhou experiência com a big band do pianista Jay McShann em Kansas City, alterou de forma permanente o vocabulário do jazz e suas frases desde cedo ecoaram para um grande número de instrumentistas, indo muito além dos meros saxofonistas. Capaz de executar solos numa velocidade impressionante, Bird não era somente um grande explorador de improvisos, mas um grande executante de blues. Ele viveu apenas 34 anos devido à ruinosa presença da heroína em sua vida, conjugada a álcool em demasia, mas durante os seus dez anos de brilho, Bird gravou muitas pérolas nas gravadoras Savoy, Dial e Verve, introduziu no seu quinteto, o trompetista Miles Davis e o baterista Max Roach, assim como apadrinhou outros grandes músicos.

Dizzy Gillespie

O trompetista John Birks "Dizzy" Gillespie conseguiu alguma fama enquanto tocava com “Cab Calloway's Band” durante 1939-41, época em que Calloway sempre acusava Dizzy de tocar 'música chinesa', na realidade, Dizzy tinha a habilidade e coragem de tocar a 'nota errada', sustentá-la e fazer como tudo parecesse lógico. Acrescentando às suas legendárias colaborações com Parker, Gillespie liderou a mais significativa big band bop durante 1946-49; viveu até a idade de 75 anos, gravou por mais de 50 anos e foi um professor entusiasta que incentivava outros trompetistas (inclusive Miles Davis) para aprender a tocar piano e compreender a estrutura dos acordes. Gillespie foi um animador bem-humorado que ajudava a desmistificar o bop e torná-lo mais acessível.

Bud Powell

Bud Powell foi uma figura trágica: em sua trajetória, foi agredido na cabeça por um policial racista em 1944 e sofreu de doença mental pelo resto da sua vida torturada. Acima desses problemas, Powell pôde gravar jóias musicais durante 1947-51 (especialmente para a Blue Note) e virtualmente, mudou a forma como que o piano era tocado no jazz. Bird, Diz e Bud foram todos prendados virtuoses considerados como os melhores em seus instrumentos. Eles, com toda a certeza, não estavam sozinhos no desenvolvimento do bop. No Minton's e no Monroe's, estavam instrumentistas do porte do pianista-compositor Thelonious Monk (cuja música altamente pessoal e complexa sempre ficou à parte dos boppers), do baterista Kenny Clarke (foi o primeiro a tirar a bateria do papel de marcação de tempo) e do guitarrista Charlie Christian (da banda de Benny Goodman) que estendia os acordes comuns, colocando sua marca no jazz, um passo acima do swing.

Entre os músicos que foram importantes nos primeiros anos do bop estão os trompetistas Howard McGhee e Fats Navarro, trombonista J.J. Johnson, clarinetista Buddy DeFranco, altoísta Sonny Stitt, tenoristas Dexter Gordon, Wardell Gray, Teddy Edwards e Gene Ammons; pianistas Al Haig e Dodo Marmarosa, baixista Oscar Pettiford; bateristas Max Roach e Art Blakey e o arranjador-compositor Tadd Dameron.

  1. O movimento fundador do jazz moderno
  2. Três gigantes
  3. O bebop sobreviveu à decada de 40

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