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Bebop 1940

O bebop sobreviveu à decada de 40

Parker & Miles

O período de 1940-44 pode ser pensado como o de incubação do bop, antes de ser descoberto. Em 1943 tanto Gillespie como Parker pertenciam à orquestra de Earl Hines, uma importante big band que, desafortunadamente, nunca gravou (época da greve contra as gravadoras), onde também participavam Billy Eckstine e Sarah Vaughan. No ano seguinte, Eckstine formou sua própria big band, levando Gillespie, Parker e Vaughan. A Billy Eckstine Orchestra (1944-47) foi a primeira bop big band, e até o fim do grupo a maioria dos notáveis do jazz moderno passaram pela big band, como os trompetistas Navarro e Miles Davis, os tenoristas Gordon e Ammons, o altoísta Stitt e o baterista Blakey.

Também importante no acanhado campo da big band foi Woody Herman (no primeiro Herd revelou o tenorista Flip Phillips e o trombonista Bill Harris e no segundo Herd foi responsável na introdução do cool jazz) e o original Stan Kenton que, como Monk criou um mundo musical muito próprio. Apesar de Gillespie ter participado junto com Coleman Hawkins de sessões em 1944 que muitos agora consideram como as primeiras gravações bop (outros argumentam que foi a Cootie Williams Orchestra em 1942 na versão de "Epistrophy", de Monk), mas em 1945 o bop entrou em cena com as primeiras gravações da dupla Parker/Gillespie. Muitos veteranos do swing falaram mal contra o bop (inclusive Louis Armstrong e Tommy Dorsey) enquanto os ouvintes tentavam compreender.

Com o declínio do swing, em torno de 1947, o bop começava a ser aceito e durante 1948-49 um grande número de gravadoras fazia o melhor que podia para fazer do bebop um novo passatempo. Benny Goodman, Ziggy Elman ("Boppin' With Zig"), Charlie Barnet, Lionel Hampton, Gene Krupa e até mesmo Frank Sinatra ("Bop Goes My Heart") gravaram variantes de bop na esperança de explorar um novo filão para substituir o swing como a música popular da América. Infelizmente a tentativa não deu certo, e por volta de 1950 o movimento bop parecia estar em colapso. Na realidade, o bop nunca teve a chance de se tornar uma música popular, muito pelo fato dos músicos desencorajarem os ouvintes a dançar nos shows. Uma das principais razões do swing ter explodido em 1935 foi porque ele era destinado a quem gostasse de dançar. Durante os anos bop, a presença física de Dizzy Gillespie (com seus "óculos bop," a bochecha e o cavanhaque) teve mais publicidade que as performances de Charlie Parker.

Com certeza, o bebop sobreviveu à década de 40. Alguns de seus praticantes acabaram se envolvendo com o cool jazz e o hard bop nos anos 50; outros, devido à epidemia de heroína, não duraram muito. Alguns poucos (Gillespie e Sonny Stitt) tiveram longas carreiras, prolongando a vida do bop, se unindo a jovens instrumentistas como os altoístas Phil Woods e Richie Cole. Ironicamente, por volta de 1960, quando o free jazz estava começando a se tornar notícia, o bebop foi considerado conservador e tradicional.

  1. O movimento fundador do jazz moderno
  2. Três gigantes
  3. O bebop sobreviveu à decada de 40

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