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Cool Jazz 1950O belo timbre de Getz
Stan Getz Durante o período de 1947-48 “Woody Herman's Second Herd”, a banda dos "Four Brothers" (assim chamada depois da música de Jimmy Giuffre), personificou três jovens tenores (Stan Getz, Zoot Sims e Herbie Steward, que depois foi trocado por Al Cohn) tocando em estilos parecidos com o de Lester Young. A faixa de maior sucesso que Stan Getz gravou em "Early Autumn" com Herman ajudou a popularizar o tenor cool e sua interpretação em 1952 fez de "Moonlight In Vermont" um best-seller e o belo timbre de Getz ficar conhecido com "The Sound." Não pode-se chamar a música bombástica e dramática de Stan Kenton de "cool," ,mas muitos de seus sidemen ironicamente fizeram grandes contribuições para este estilo musical. Howard Rumsey, baixista originário da orquestra de Kenton, em 1949, convenceu o dono de um pequeno nightclub chamado “Lighthouse” a realizar apresentações de jazz. As jam sessions noturnas levaram à formação do Lighthouse All-Stars. Como vários dos músicos de Kenton e os sidemen de Herman se estabeleceram em Los Angeles na esperança de trabalhar em filmes ou programas de televisão, esse grupo começou a tocar regularmente no Lighthouse e em outros clubes locais. Entre os mais significantes músicos estavam o trompetista e arranjador Shorty Rogers (que virou uma importante força em compor partituras com influências jazzísticas para filmes), o baterista Shelly Manne, os tenoristas Bob Cooper e Bill Perkins, os altoístas Bud Shank, Jimmy Giuffre (como tenor, clarinetista e barítono), o trombonista Frank Rosolino e o trompetista Conte Candoli, entre vários outros.
Chet Baker Enquanto o “Lighthouse All-Stars” de Rumsey era uma fixação durante a década de 1950, Shorty Rogers partiu cedo para formar seu Giants e Shelly Manne para liderar seu quinteto de swing. Algumas das maiores críticas que o West Coast Jazz teve durante os anos, era a de que a música era sem sangue, conservadora (desde que alguns grupos usaram arranjos fortes e esse som era mais introvertido) e até a de que era muito branco. O racismo participou indiretamente nisso porque os estúdios eram muito segregados, levando à contratação de mais brancos do que negros. Enquanto os importantes clubes negros da Central Avenue (de Los Angeles equivalente à 52nd Street de New York) estão sendo esquecidos nos livros de história do jazz (seu apogeu foi em 1940), o jazz da West Coast ganhou uma boa publicidade durante a primeira metade da década de 50, levando a ressentimentos por parte de escritores e dos músicos que se sentiram excluídos pelo sistema. Houve várias participações negras nesse movimento, incluindo o pianista Hampton Hawes, flautista Buddy Collette e até o baterista Max Roach (antes dele formar o quinteto com o trompetista Clifford Brown). Cool jazz realmente decolou quando o baritonista Gerry Mulligan começou tocando no Haig's em 1952 com um quarteto sem piano, do qual também participava o trompetista Chet Baker. Mulligan, também um pianista, nada tinha contra os pianistas, mas gostava do grau de liberdade que seu grupo lhe oferecia; no fundo, amava tocar harmonias atrás dos solos de Baker(e mais tarde com o trombonista de válvula Bob Brookmeyer). O grande sucesso do quarteto foi a versão de "My Funny Valentine", que fez Mulligan e Baker famosos. O pianista Dave Brubeck, que tinha liderado um octeto experimental durante 1946-49 e um trio durante 1949-51 se tornou um fenômeno de sucesso com o sax-altista cool Paul Desmond no seu famoso quarteto. Quando o grupo se apresentava nas universidades, alcançava uma nova audiência, que não estava ligado no R&B ou no rock and roll. Brubeck, que adorava os vôos politonais e polirrítmicos, era sempre censurado pelos críticos conservadores que acreditavam que os pianistas deveriam soar como Bud Powell, mas os poderosos chorus que executava eram bem distintos e se encaixavam perfeitamente aos criativos solos de Desmond.
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