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Cool Jazz 1950No auge da sua popularidade
Dave Brubeck Enquanto o Dave Brubeck Quartet se tornou famoso com "Take Five" (do álbum Time Out, que vendeu mais de um milhão e cópias), isso acabou levando Brubeck a ser capa da revista Time Magazine em 1954! O movimento West Coast Jazz se beneficiou enormemente com a entrada no mercado dos LP's, uma vez que os instrumentistas não ficavam mais limitados aos três minutos de gravação por música. A gravadora Contemporary, de Lester Koenig (sediada em Los Angeles) realizou gravações com grupos liderados por Shorty Rogers, Shelly Manne, Art Pepper e o pianista Hampton Hawes; O selo Pacific Jazz documentou Gerry Mulligan e Chet Baker, mas com o tempo, os grandes selos conseguiram seus contratos. Na metade dos anos 50, cool jazz estava no auge da sua popularidade. Apesar de não estar baseado na West Coast, o “Modern Jazz Quartet” (com o vibrafonista Milt Jackson, pianista John Lewis, baixista Percy Heath e o baterista Connie Kay) e o “George Shearing Quintet” executavam uma música que poderia ser considerada um "cool" bop. O Shelly Manne Trio (com o pianista Andre Previn) iniciou uma tendência, gravando versões de jazz do musical da Broadway, “My Fair Lady”. O baterista Chico Hamilton, que tocou com Gerry Mulligan, formou seu próprio quinteto em 1955 que era composto pelos sopros de Buddy Collette, mais guitarra, baixo, bateria e um inventivo violoncelo de Fred Katz; em outras edições do grupo, Paul Horn e Eric Dolphy substituíram Collette. Esse grupo se tornou um dos grupos líderes do jazz de câmara, que era um movimento que combinava o clássico com o jazz. Entretanto, no final dos 50, a música mudou radicalmente seu rumo. O Hard Bop, um estilo de jazz mais excitante adicionou elementos fortes de blues e gospel e nessa época, começava a decolar a modernidade contida no free jazz de Ornette Coleman; e não podemos esquecer do rock and roll estava conquistando novos públicos e mercados. Por volta de 1960 o cool jazz não era mais o estilo de referência. A maioria dos principais instrumentistas do West Coast Jazz continuariam a ter uma longa e produtiva carreira. Gerry Mulligan, que formou outro quarteto sem piano em 1958 com o trompetista Art Farmer, liderou a Concert Jazz Band, que pode ser considerada como a melhor big band cool no começo dos anos 60. Apesar dele passar muitos anos nas décadas de 60 e 70 quando trabalhou tempo integral como compositor de trilhas, Shorty Rogers reformulou a “Lighthouse All-Stars” com Bud Shank, Bob Cooper, Bill Perkins e Conte durante os primeiros anos de noventa. Dave Brubeck nunca perdeu sua popularidade, Art Pepper continuou evoluindo e Chet Baker se tornou uma lenda cult. Miles Davis e Gil Evans que deram início a todo esse movimento, quando o West Coast Jazz se tornou popular, eles estavam desenvolvendo outros projetos. A proeminência do cool foi em ocupar o espaço jazzístico entre o período que vai das inovações do bop até o jazz de vanguarda, deixou como maior herança, um incontável número de fabulosas gravações durante toda a década de 50.
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