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Hard Bop 1950Um processo gradual
Clifford Brown O hard bop, como o cool jazz e soul jazz, iniciou como uma variação de outro estilo musical, no caso, o bop. Com o crescimento do bop na segunda metade dos anos 40, as estrutura dos acordes, ritmos e de improvisação no jazz se tornaram muito mais complexas. Apesar dos pioneiros serem mestres virtuosos, muito dos seguidores sacrificaram o sentimento pela precisão, emoção por velocidade. Quando o cool jazz emergiu no final dos anos 40, algumas das qualidades do swing que foram desestimuladas (arranjos, o uso do espaço e uma ênfase no timbre) para que o jazz fosse restaurado num certo sentido. Entretanto outros jovens músicos queriam utilizar um campo maior de emoções do que era encontrado no cool jazz, e eles procuraram colocar no jazz elementos de spiritual e música gospel. Hard bop gradualmente se desenvolveu e na metade dos anos 50 ele se tornou na linha mais moderna do mainstream do jazz. Apesar de ser baseado no bop, o hard bop tinha algumas diferenças. Os ritmos poderiam estar bem ardentes, mas as melodias eram geralmente mais simples, os instrumentistas (notadamente os saxofonistas e pianistas) tendiam a se familiarizarem com e aberto às influências, o rhythm & blues e os contrabaixistas começavam a ter um pouco mais de liberdade e espaço para solos. Em função dos solos serem carregados de soul, o hard bop foi apelidado de "funk" durante um tempo. No começo dos anos 60 o soul jazz se desenvolveu independente do hard bop, embora os dois estilos se entrecruzarem freqüentemente. Durante a década de 60 os músicos do hard bop começaram a incorporar aspectos da música modal, permanecendo num acorde por longos períodos de tempo e da vanguarda em suas músicas.
Thelonious Monk O início do hard bop na gravação é difícil de determinar, desde que o seu desenvolvimento do bop foi um processo gradual. Um bom começo foram as sessões de Miles Davis na Blue Note entre 1952-54. Seus discos na Blue Note apresentaram uma grande importância para os jovens do hard bop como o altoísta Jackie McLean (cujo som era muito diferente do estilo cool de Paul Desmond e Lee Konitz), tenorista Sonny Rollins (uma extensão de Coleman Hawkins, no sentido hard bop), o trombonista J.J. Johnson, o pianista Horace Silver e o baterista Art Blakey. Outras importantes séries de gravações foram feitas pelo Max Roach/Clifford Brown Quintet entre 1954-56, um grupo que ainda tinha Harold Land ou Sonny Rollins no sax-tenor. Enquanto Dizzy Gillespie e Miles Davis foram importantes influencias em outros trompetistas, Clifford Brown teve sua maior inspiração em Fats Navarro (que foi influenciado por Howard McGhee), um instrumentista de bop de vida curta, cujo timbre caloroso e idéias lógicas forma mais fáceis de serem adotados pelos trompetistas do que os vôos de Gillespie. Brownie, antes de sua trágica morte num acidente de carro com 25 anos em 1956, se tornou o mais brilhante trompetista de jazz e teve grande influência nos trompetistas do hard bop e continua até os dias de hoje. Desde essa época, Lee Morgan, Freddie Hubbard e Woody Shaw tiveram uma grande influência do estilo de Clifford. Com o gradual declínio do jazz da West Coast durante a Segunda metade dos anos 50, hard bop essencialmente tomou posse do cenário do jazz. Uma geração inteira de novos modernistas de primeira linha desenvolveu na esteira das inovações de Parker e Gillespie, ansiosos para desenvolverem seus próprios estilos.
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