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Hard Bop 1950O hard bop nunca morreu
Sonny Rollins O surgimento do Lp no final dos anos 40 fez com que as gravações fossem não só muito mais longas (alcançavam 20 minutos ao invés dos 3 previstos) mas também muito mais numerosas. Enquanto a maioria das gravadoras optou por jam sessions baratas, a Blue Note(sob a direção de Alfred Lion e Francis Wolff) pagavam os ensaios dos musicais e encorajavam a incluírem novos materiais. Suas numerosas gravações não somente eram de alta qualidade, principalmente entre 52 e 67, mas de primeira linha. Haviam muitos músicos envolvidos no hard bop, mas poucos foram tão importante quanto o baterista Art Blakey. O co-fundador do “Jazz Messengers” em 1955 junto com Horace Silver, Blakey manteve o nome do grupo depois da saída de Silver para si mesmo. Durante um período de 35 anos, ele foi um grande descobridor de talentos (talvez maior que Fletcher Henderson e Miles Davis). O passional baterista instigava seus músicos a tocarem por si mesmos ao invés de se basearem em modelos e os incentivava a produzirem composições originais. Eis aqui uma relação parcial dos jovens talentos que lucraram no período que foram membros do Jazz Messengers: tenoristas Benny Golson, Hank Mobley, Johnny Griffin, Wayne Shorter, Billy Harper, Bill Pierce e Javon Jackson, altoístas Jackie McLean, Bobby Watson, Branford Marsalis e Donald Harrison, pianistas Bobby Timmons, Walter Davis Jr., Cedar Walton, John Hicks, Keith Jarrett, James Williams, Donald Brown, Mulgrew Miller, Benny Green e Geoff Keezer, baixistas Doug Watkins, Reggie Workman e Charles Fambrough, trombonistas Curtis Fuller e Robin Eubanks e trompetistas Kenny Dorham, Donald Byrd, Bill Hardman, Lee Morgan, Freddie Hubbard, Chuck Mangione, Woody Shaw, Valeri Ponomarev, Wynton Marsalis, Wallace Roney, Terence Blanchard, Phillip Harper e Brian Lynch. Outros combos importantes foram “Horace Silver Quintet” (com o trompetista Blue Mitchell e o tenorista Junior Cook), o “Jazztet” (com o trompetista Art Farmer e o tenorista Benny Golson) e o “Cannonball Adderley Quintet”. Mesmo quando a vanguarda passou a ocupar a maioria dos noticiários no início dos anos 60, o hard bop era quantitativamente o estilo de jazz dominante no período de 1955-68. Em geral, os que mais se destacaram foram os trompetistas Clifford Brown, Lee Morgan e Freddie Hubbard, trombonistas J.J. Johnson e Curtis Fuller, tenoristas Sonny Rollins e Hank Mobley, altoístas Phil Woods, Jackie McLean e Cannonball Adderley, guitaristas Kenny Burrell, Grant Green e Wes Montgomery, organista Jimmy Smith e pianistas Horace Silver e Bobby Timmons. Com o passar dos anos 60, novos instrumentistas como os tenoristas Joe Henderson e Stanley Turrentine e trompetista Woody Shaw entraram e m cena para dar à música, um novo sangue: na segunda metade os anos 60, o hard bop estava perdendo o gás. Com a venda da Blue Note para a Liberty e, depois para a United Artists, o estilo (e o jazz em geral) gradualmente perdeu seu maior selo. Soul Jazz, que era mais comercial, acabou herdando o publico do hard bop e a maioria dos seus músicos procuraram novos caminhos como o emergente movimento fusion, a vanguarda e os sons mais comerciais. A ascensão do rock comercial e a consolidação da maioria das gravadoras independentes causaram ao hard bop uma pequena atuação nos anos 70, como também foi ofuscado por outras tendências. Entretanto, o hard bop nunca morreu, e na década de 80 serviu como inspiração para o movimento Young Lions. Wynton Marsalis e muito dos últimos graduados usaram o hard bop como ponto de partida para suas carreiras. Com tantos jovens instrumentistas assinando contratos com as maiores gravadoras, o hard bop de repente retornou com força total, apesar de haver detratores dizendo que os novos músicos estavam apenas reciclando o passado. Apesar de ser verdade num certo sentido, os maiores representantes do Young Lions eventualmente desenvolveram suas próprias raízes. Na década de 90, o hard bop se tornou num moderno mainstream. Alguns chamam de "traditional" ou simplesmente "mainstream," esse estilo jazzístico continua a oferecer aos improvisadores inúmeras possibilidades e ele é a fundação do moderno jazz acústico.
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