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Pós Fusion 1980/90Smooth jazz e New age music
Dave Douglas A música dos saxofonistas George Howard (imitação de Washington), Richard Elliot (um limitado instrumentista de R&B) e Dave Koz foram irrelevantes para o jazz, mas continuam nas paradas musicais e às vezes são elencados para festivais de jazz). Com a ascensão nos anos 90 do "Smooth Jazz", formatado para radio, muitos músicos começaraqm a adaptarem suas músicas para satisfazerem os programadores de rádio e serem tocados nas emissoras, apesar da música criativa alimentar a sua alma musical. Outra tendência, esta menos significativa, a longo prazo, foi a New Age music. Essentialmente uma música de fundo e relaxante que sempre permanecia num mesmo padrão sonoro (servindo como "healing music," em contraponto ao heavy metal). O idioma da New Age teve origem, nos solos de piano de Keith Jarrett (o melhor exemplo é George Winston); no Oregon, grupo de folk/jazz/World Music, nas performances de Paul Horn e Paul Winter e nos discos mais introvertidos do selo ECM. Liderado pela empresa Windham Hil, o movimento da New Age atingiu o seu máximo no final dos anos 80,e depois caíram de importância e popularidade, ficando restrito ao campo emocional. Em razão da ausência dos blues como tema para os músicos de New Age, esse estilo é considerado fora da linha principal do jazz, servindo principalmente como música para meditação. Por outro lado, a vanguarda continuou a ter seu espaço artístico, apesar de menos influente do que nos anos 60. As mortes de John Coltrane (1967) e Albert Ayler (1970) deixaram enormes lacunas que se amplificaram com as decisões de Archie Shepp e Pharoah Sanders de tocarem um jazz mais tradicional. Entretanto, a gradual ascensão de instrumentistas radicados em Chicago e associados à AACM (Art Ensemble Of Chicago, o multi-palhetista Anthony Braxton e o trompetista Leo Smith) deram à música uma nova vida. Apesar da música possuir uma alta energia e densidade, estes músicos e outros contemporâneos acrescentaram o uso do silêncio, dinâmica e variedade e mesmo melodias, para a vanguarda. Nos anos 70, a maioria dos músicos de vanguarda, tocaram em pequenos espaços, em New York por algum tempo, movimento esse que quase não foi documentado. Artistas começaram a gravar em seus próprios selos, e apesar de encontrarem dificuldades de levarem a vida como músicos de vanguarda, aberturas no campo educacional, principalmente na Europa, acabaram por dar aos músicos de hoje uma vida mais estável do que seus predecessores. Com a abertura da Knitting Factory em New York no final dos anos 80 (tem servido de base para vários instrumentistas) e a criação de diversos selos novos (Black Saint/Soul Note na Italy), permitiu a continuidade dessa forma de jazz. Entre os mais recentes pacesetters estão veteranos como o pianista Cecil Taylor (que não adocicou a sua música com o tempo), o altoísta Ornette Coleman (cuja fusão da vanguarda do jazz com o funk na metade dos anos 70, gerou o grupo Prime Time, que inventou o free funk e inspirou os altoistas Steve Coleman e Greg Osby) e Anthony Braxton mais os altoístas Sonny Simmons (que fez o seu retorno na década de 90, após amargar duas décadas de obscuridade), Tim Berne, Henry Threadgill, Oliver Lake, Arthur Blythe e John Zorn, o baritonista Hamiet Bluiett, David Murray (no tenor e bass clarinet), os tenoristas Sam Rivers, Evan Parker e Charles Gayle, os trombonistas Albert Mangelsdorff e Craig Harris, ostrompetistas Herb Robertson e Dave Douglas, o violinista Mark Feldman, o guitarrista Derek Bailey, o flautista James Newton, os pianistas Ran Blake, Muhal Richard Abrams, Jon Jang (que misturou o jazz à la Charles Mingus com suas heranças asiáticas), Myra Melford e Marilyn Crispell, os baixistas Reggie Workman, William Parker e Barry Guy e os bateristas Gerry Hemingway, Han Bennink e Joey Baron, entre muitos outros. O guitarrista Bill Frisell criou uma música excêntrica e colorida, combinando seus imprevisíveis vôos e idéias esporádicas com um vasto repertório de sons únicos, tirados da country music, do rock e também de Jim Hall.
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