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Swing 1930A música mais popular do país
Lena Horne e Count Basie Enquanto o jazz caia em popularidade em favor das baladas suaves, da presença do rádio na família americana e da popularização dos clubes de dança isso tudo resultou no aumento da demanda por orquestras de dança. Novas jazz bands emergiram, como as lideradas por Cab Calloway (cujo estilo energético de cantar e suas regulares aparições no Cotton Club fizeram dele, a maior celebridade negra durante os anos de depressão), pelo baterista Chick Webb, pelo arranjador Jimmy Lunceford e pelo pianista Earl Hines. Apesar da palavra "swing" ter sido usado de forma irregular a partir de meados dos anos 20 e de em 1932, o sucesso de Duke Ellington ter o nome de "It Don't Mean A Thing If It Ain't Got That Swing", foi em 1935 que o novo estilo caiu no gosto das massas. Benny Goodman, um clarinetista de 26 anos, na época, comandava nova big band, que tocava, junto com outras duas orquestras, no famoso programa de rádio "Let's Dance". Quando terminou o contrato, ele foi persuadido a fazer uma excursão através do país. Em Oakland, o grupo foi bem recebido, mas Benny ficou surpreso quando, em 21 de Agosto de 1935 no Palomar Ballroom em Los Angeles, os jovens transbordavam de energia e alegria ao ritmo da sua música. Goodman e seus músicos não imaginavam a grande popularidade que o show de rádio "Let's Dance" tinha na Costa Oeste. O sucesso se espalhou rapidamente e a viagem de volta incluiu uma longa estadia em Chicago e algumas quebras de recorde de público em teatros em New York. O swing tinha chegado para ficar e se espalhou por todo o país. Durante meses, muitas big bands foram formadas e a indústria do swing se expandiu em escala geométrica. Durante o período de 1935-42, o swing foi a música mais popular do país e novas estrelas surgiam a cada semana. Em 1935, o primeiro sucesso de Benny Goodman, "King Porter Stomp", tinha um memorável solo de trompete de Bunny Berigan. Berigan era também responsável por adicionar uma grande dose de calor em duas outras gravações ("Marie" e "Song Of India") que fizeram Tommy Dorsey ficar famoso em 1937. Berigan por sua vez, fez sucesso naquele ano com a música "I Can't Get Started", mas fracassou como bandleader devido ao alcoolismo. A ascensão da big band de Count Basie em Kansas City em 1936 ajudou a redefinir tanto o papel da seção rítmica e alegria de tocar swing; ao passo que Glenn Miller, em 1939, juntou ambas numa atraente mistura de swing, baladas populares e novidades, para se tornar na big band mais popular da história musical americana. Outras big bands bem sucedidas no final dos anos 30 foram as a de Artie Shaw (cujo sucesso de 1938, "Begin The Beguine", foi um forte concorrente para Goodman e Dorsey), Bob Crosby, Will Bradley, Charlie Barnet e as orquestras mais jazzísticas de Ellington, Lunceford, Calloway, Webb e Henderson entre outras. Durante a era do swing , o nível da média de conhecimento musical por parte dos instrumentistas cresceu muito, em função de que solistas que se tornaram estrelas nacionais, influenciando a todos que queriam fazer da música uma rendosa profissão. Porisso, o toque do trompete de Louis Armstrong inspirou grandes estilistas como Berigan, Roy Eldridge e Harry James, a maioria dos trombonistas foram influenciados por Tommy Dorsey e Jack Teagarden. Benny Goodman foi coroado como o "King Of Swing" enquanto que Artie Shaw ficou em segundo lugar na clarineta; o sax-tenor cheio de bossa de Coleman Hawkins, foi desafiado pelos de Chu Berry e Ben Webster, e sofreu a concorrência do som terno de Lester Young e os sax-altistas mais importantes eram Johnny Hodges (da Duke Ellington's Orchestra) e Benny Carter (também um grande arranjador). Enquanto os guitarristas e os baixistas estavam confinados à seção rítmica, Gene Krupa (primeiro com Goodman e depois com sua própria orquestra) colocou a bateria na frente do palco; Chick Webb e Jo Jones foram outros gigantes da bateria. O stride piano dos mestres James P. Johnson e Fats Waller receberam a companhia do toque suave de Teddy Wilson e da enorme virtuosidade de Art Tatum. E entre os arranjadores, foram importantes as contribuições de Edgar Sampson (que compôs "Stompin' At The Savoy"), Fletcher Henderson, Eddie Sauter, Benny Carter, Sy Oliver (com Jimmy Lunceford e Tommy Dorsey), Bill Finegan e Jimmy Mundy. Enquanto as big bands reinavam soberanas durante a era de 1935-42, muito dos grandes músicos de jazz já tinham oportunidades para tocarem em pequenos grupos.
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