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Swing 1930

Os cantores

Duke Ellington foi um dos poucos que liderou uma importante orquestra de jazz nesse período de vacas magras

Na 52nd Street em New York, onde existiam vários nightclubs próximos uns aos outros, eram oferecidos festivais noturnos de jazz, eventos que também eram encontrados em outras cidades. Neles tocavam combos, como os liderados por John Kirby, Fats Waller e trompetistas como Wingy Manone e Louis Prima trabalhavam regularmente. Em Paris, o “Quintet of the Hot Club Of France”, com o guitarrista Django Reinhardt e o violinista Stephane Grappelli, lutavam por seu espaço num mundo dominado pelos americanos. No campo do jazz, Louis Armstrong e Billie Holiday eram bastante influentes; Bing Crosby dominava a pop music e entre os mais notáveis cantores de banda estão Ella Fitzgerald (Chick Webb), Sarah Vaughan (Earl Hines), Jimmy Rushing (Count Basie), Frank Sinatra (Harry James and Tommy Dorsey) e Doris Day (Les Brown). Seus papéis, entretanto, foram secundários no tempo da predominância das big bands, uma situação que reverteria na metade dos anos quarenta.

Os dois momentos mais importantes da era do swing foram: 1 - o concerto no Carnigie Hall da “Benny Goodman Orchestra” em 15 de janeiro de 1938 e 2 - o primeiro concerto de Duke Ellington no Carnegie Hall em 1943 quando ele apresentou uma suíte de 50 minutos, a famosa "Black, Brown & Beige Suite": felizmente, ambos esses épicos eventos foram gravados.

Quando os anos 40 começaram, o futuro do swing parecia seguro, mas existia alguma nebulosidade no seu futuro. O maior problema era o começo da Segunda Grande Guerra e suas repercussões. Quando os Estados Unidos entraram na guerra, muitos músicos foram convocados (Glenn Miller e Artie Shaw foram alguns dos que entraram na ativa) e outra grande dificuldade foi o racionamento do gás, que criava dificuldades ao deslocamento das bandas. Acrescente-se a isso a desastrosa greve contra as gravadoras promovida pelo Sindicato dos Músicos (uma Segunda aconteceu em 1948) que resultou na abertura de mercado para os cantores, pelo fato de não serem sindicalizados, ao passo que as big bands eram mantidas longe dos estúdios.

O retorno do jazz d New Orleans estava a caminho no momento em que promissores músicos que se sentiam confinados aos curtos solos das orquestras de swing, estavam plantando as sementes do bebop no Minton’s, que apesar de sua grande importância musical, não atingia o grande público. O final da guerra em 1945 poderia resultar num renascimento do swing. “Harry James Orchestra” era muito popular e os músicos voltaram a gravar novamente.

Entretanto, o mundo do jazz vivia um pouco de uma guerra interna, com os jovens músicos interessados mais no bebop, os mais velhos estavam voltados para o dixieland e as caras big bands no meio dos dois. Com a ascensão dos cantores populares, muitos clubes preferiram contratar combos; e isso acrescido à uma desastrosa taxa de entretenimento, desencorajou ainda mais os estabelecimentos a terem salões de dança:a era do swing estava terminando e a maioria das grandes orquestras faliram.
Duke Ellington foi um dos poucos que liderou uma importante orquestra de jazz nesse período de vacas magras. Durante as décadas após o fim da era swing, uma das questões mais perguntada era "As big bands vão voltar?"

Mas, mesmo que as big bands não estivessem sobrevivido, a música swing permaneceria viável. Nos anos 50, o crítico Stanley Dance cunhou o termo e "mainstream" para descrever a música tocada pelos veteranos do swing. Vinte anos depois, o movimento do moderno swing foi lançado pelo tenorista Scott Hamilton e pelo trompetista Warren Vaché. Nos anos 90 existiram poucos músicosou grupos tocando os standards do swing, apesar deles serem muito novos e distantes das originais big bands. Pode ser que as big bands nunca mais possam voltar, mas o swing permanecerá vivo.

  1. A ascensão de Benny Goodman
  2. A música mais popular do país
  3. Os cantores

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